ocio
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Ser só, ser pó
Ardo em fogueiras de inquisição
Contorço-me complacente
Queimando toda contravenção
Como quem nada sente...
Redescubro-me cinza
Sublime insignificância de pó
Mas, libertária, íntegra, mística
Ressurgindo para saber ser só
Do chão todos tão agigantados
Caminham com seus passos rápidos
E embaralham-me à poeira
Depois de tanta terra absorvida
Desvendo uma composição distinta
E, de repente, já não sou só cinza
M.M.
terça-feira, 8 de maio de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Pesos e medidas

Tantos dias sem te ver deram-me liberdade
E todas as suas possibilidades
Um presente assustador este livre-arbítrio.
Tantos dias sem te ver deram-me sensatez
Ter nas mãos o peso, a medida
Entender porque tanto talvez.
Tantos dias sem te ver deram-me quietação
Aconchego-me melhor na cama
Concedo todos os nãos.
Tantos dias sem te ver deram-me desembaraço
Para me ver só, entender o que faz falta,
Misturar os restos, desatar os nós.
Tantos dias sem te ver deram-me caminho
Para ir atrás de descobrir
Nosso princípio, meio e fim.
M.M.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A quatro mãos
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Liberdade condicional

Segundo o Aurélio, livre – arbítrio é a “possibilidade de exercer um poder sem outro motivo que não a existência mesma desse poder; liberdade de indiferença”.
De maneira geral: é a liberdade de fazer escolhas, de tomar as rédeas de nossa existência. Dizer sim ou não. Pronto.
Pronto?No mínimo angustiante. Paradoxal.
Digo paradoxal porque livre – arbítrio não é também liberdade de indiferença? E ser indiferente é ficar à parte de qualquer posição determinada, uma pessoa desinteressada. Logo, não exerce poder, o indiferente não se importa. Está Apático.
Tudo bem. Sou livre para ser indiferente. Há várias formas de liberdade. Dizem.
Mas, eis senão quando o Aurélio ressurge, só que agora com a definição categórica dessa tal liberdade, desse modo: Liberdade é o “poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, segundo a própria determinação, dentro dos limites impostos por normas definidas; Faculdade de praticar tudo quanto não é proibido por lei”. Hesitação. Como posso ser livre dentro de limites impostos? Dilemático.
Acho que vou me satisfazer com a “liberdade vigiada”, aquela concedida a um menor delinquente, que entregue a uma instituição deve ser reeducado, vigiado, regenerado.
De maneira geral: é a liberdade de fazer escolhas, de tomar as rédeas de nossa existência. Dizer sim ou não. Pronto.
Pronto?No mínimo angustiante. Paradoxal.
Digo paradoxal porque livre – arbítrio não é também liberdade de indiferença? E ser indiferente é ficar à parte de qualquer posição determinada, uma pessoa desinteressada. Logo, não exerce poder, o indiferente não se importa. Está Apático.
Tudo bem. Sou livre para ser indiferente. Há várias formas de liberdade. Dizem.
Mas, eis senão quando o Aurélio ressurge, só que agora com a definição categórica dessa tal liberdade, desse modo: Liberdade é o “poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, segundo a própria determinação, dentro dos limites impostos por normas definidas; Faculdade de praticar tudo quanto não é proibido por lei”. Hesitação. Como posso ser livre dentro de limites impostos? Dilemático.
Acho que vou me satisfazer com a “liberdade vigiada”, aquela concedida a um menor delinquente, que entregue a uma instituição deve ser reeducado, vigiado, regenerado.
Liberdade, um substantivo irresoluto!
...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Eu: pronome pessoal do caso reto

Você sempre quer informação
Procura saber da minha vida
Do que é feita minha composição
Eu já lhe disse: Sou empírica.
Falta - me a base científica
E sempre entro em contradição
Mas, não tenho contra-indicação
É, eu sei, há quem duvida
Já causei alguma confusão...
Aliás, tenho verdades estabelecidas
Quando quero sei ser persuasiva
E sou de amargar quando tenho razão.
M.M.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Dissonante
No seu rosto esse esboço
Dum cansaço ancestral
Sempre à procura dum encosto
Tudo soa tão boçal!
M.M.
Sempre à procura dum encosto
Tudo soa tão boçal!
M.M.
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